OAB COBRA RIGOR NAS INVESTIGAÇÕES DA ONDA DE CRIMES CONTRA CIVIS E AGENTES DE SEGURANÇA NA GRANDE BELÉM

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OAB PARÁ

A comissão de Direitos Humanos da OBA Pará, repudiou e lamentou as mortes de civis e agentes de segurança pública registradas nos últimos dias. Foram 22 PMs mortos até a última quinta-feira (3). O número já é próximo ao registrado em 2017, quando durante o ano todo morreram 34 militares, de acordo com a Associação de Cabos e Soldados da PM.

De acordo com a OAB, a comissão acompanha as investigações relacionadas aos homicídios tanto de agentes de segurança quanto de civis, e esclarece à sociedade que a comissão insiste em averiguar a apuração preliminar dos fatos.

A série de assassinatos aconteceu após a morte da cabo da PM. Maria de Fátima teve a casa invadida, no bairro do Curuçambá, e foi morta com tiros na cabeça e no peito. Um dos suspeitos foi morto pela polícia um dia após o crime. Segundo o promotor Armando Brasil, a policial já havia denunciado que vinha sofrendo ameaças de morte e mesmo assim não recebeu proteção do Comando Geral da Polícia Militar.

Operação da Polícia Militar

Após o assassinato, mortes com características de execução foram registradas na Grande Belém. Por conta dessa onda de criminalidade, na última segunda-feira (30) a Polícia Militar deu inicio a ‘Operação Sáfara’, com a finalidade de aumentar o número de policiais nas ruas.

De acordo com o Coronel Sandro Queiroz, do departamento de operação especiais da PM, a policia tem intensificado as operações como bloqueios, fiscalizações em bares e estabelecimentos, ações pontuais como a saída segura de universidades, escolas publicas e empreendimentos onde haja grande circulação de pessoas.

De janeiro até o mês de abril, 570 pessoas foram presas, 164 armas de fogo foram apreendidas, 135 pessoas foram recapturadas do sistema penitenciário e 32 adolescentes apreendidos. Ainda segundo a policia, analisando os números desse balanço, a estimativa é de que uma arma por dia tenha sido recolhida pelo sistema, somente na região Metropolitana de Belém.

Com relação a quantidade de equipes da policia que estão trabalhando nas ruas o coronel explica que existem dois tipos de atuação, o policiamento ordinário onde todos os bairros da capital e região metropolitana são atendidos pelos batalhões, e o segundo policiamento que são as tropas especializadas. Cerca de 200 policiais militares estão fazendo os reforços, trabalhando 245 horas além do policiamento regular.

“Nós vamos potencializar as ações com o acréscimo de efetivo que está sendo parada após concurso público. Nós temos cerca de 800 policiais militares que a partir do dia 12 de junho serão convocados da reserva remunerada e estão saindo do curso de captação para iniciar o estágio probatório, para atuar nas ruas de Belém”, finaliza o Coronel.

Fonte: G1

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